sábado, 13 de abril de 2013

The fantastic Olinda

Brazil is a large country: the fifth large of the world. So, is a little bit difficult to visit this country. But, there are many fantastic cities to visit in travels. In 2011, I traveled to Pernambuco with my friends to participate of the academic congress. We stayed in Olinda, located in Recife’s Metropolitan Region. In 1982, Olinda was the second Brazilian city considered humanity’s patrimony by ONU. Of course, it’s a wonderful city.

The hostel


Vision of the high point of historic center
 
In a week, we visited the Olinda’s touristic places as Nossa Senhora do Carmo’s Church, São Bento’s Church, historic center and the popular “ladeiras”, that in Carnival are crowed because there are very “foliões” playing with the famous Olinda’s Dolls. Our hostel was cheap and comfortable: R$ 35 for day. We met people from many Brazilian cities: Salvador, Curitiba, Cuiabá and Fortaleza. About food, it was delicious because the northeast’s food is very good.

Misericordia's Ramp
 
One night, we had a surprise: in city, it was realized a popular music festival. In this moment, we saw the children dancing frevo. A good experience, sure. In Olinda, we found history, friendly people, good music and delicious food. A day, I would like to go back to the fantastic Olinda. Maybe, I’ll sing the music “Voltei, Recife! Foi a saudade que me trouxe pelo braço. Quero ver novamente vassoura na rua abafando, tomar umas e outras e cair no passo!”
 
People from many Brazilian cities

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Saúde e Arte na Amazônia
Estudantes levam palhaço-terapia para hospital em Belém

Phillippe Sendas

A Amazônia brasileira é uma região marcada por contrastes: de rios caudalosos a grandes estradas; de metropóles a pequenos municípios; de instituições científicas reconhecidas internacionalmente a escolas limitadas em vários aspectos (material, ensino, recursos humanos etc.). Como no Brasil, uma região de povo miscigenado e de cultura(s) diversificada(s). Quando se fala em saúde, os problemas são vários. Quando se fala em arte, as ações são contáveis.

No Pará, segundo maior Estado do Brasil, com uma população de aproximadamente 7,5 milhões de pessoas – dados do Censo de 2010, realizado pelo IBGE –, as deficiências no Sistema Único de Saúde (SUS) também são visíveis. Recentemente, o Índice de Desempenho do SUS (Idsus), avaliando a qualidade e o acesso ao serviço de saúde no país, apontou o Pará como o Estado com a pior avaliação. Entre os resultados, também se destaca Belém como a segunda capital brasileira com os piores serviços. Entretanto, em meio a tantas dificuldades, várias ações merecem reconhecimento por, de algum modo, mudarem o cenário, muitas vezes caótico, do sistema público de saúde do Pará.

Dessa maneira, por que não levar arte aos hospitais? Para uns, seria até um pouco ridículo. Para outros, um “instrumento de saúde”... E é na ala pediátrica do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), em Belém, que todos os domingos novos profissionais da saúde entram em cena. Algo rotineiro, salvo um pequeno detalhe: narizes vermelhos indicando a chegada de doutores-palhaços. São os integrantes da Trupe da Pro-Cura, projeto de extensão vinculado a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará e que integra o Núcleo de Artes como Instrumento de Saúde (NARIS). O grupo é formado por estudantes de Medicina – em sua maioria – e de outras áreas. Atualmente, são definidas escalas mensais para as entradas dos palhaços no hospital.


Além do trabalho com a Palhaço-Terapia, iniciado em agosto de 2009, a Trupe da Pro-Cura realiza atividades de Teatro de Rua, baseadas no método do Teatro do Oprimido, definido pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, em que se acredita na transformação da realidade por meio do teatro. “A gente entende que saúde vai para muito além de uma consulta médico-hospitalar. Na verdade, a saúde vai ser garantida pelos políticos, pelos médicos, pelos garis, pelos padeiros, pelos atores etc. A gente entende que, na verdade, o estudo da arte é um estudo de tecnologia em saúde, criando diferentes formas de intervenção, apreensão, compreensão e transformação das condições de saúde. Por isso o teatro”, destaca Vitor Nina, estudante de Medicina e Diretor Geral da Trupe.

Próximo ao isolamento médico, dois palhaços tocam e cantam uma música lenta e serena para a pequena criança que dorme. Em um quarto, um grupo canta um pouco... desafinado, é verdade. No outro, a ciranda toma conta e causa um alvoroço que envolve crianças, enfermeiros, pais e palhaços. A interação envolve a todos e a rotina do hospital é quebrada, como afirma a técnica de enfermagem Socorro Mendes: “Nós todos interagimos com os palhaços: técnicos, enfermeiros, médicos, enfim, toda a equipe. Nós brincamos também com as crianças. Às vezes, a gente está até um pouco apreensivo por alguma questão, mas naquele momento é um momento de total alegria e descontração para todos nós”.

No HUJBB, a maior parte dos pacientes vem do interior do Pará. Na ala pediátrica, 47 crianças ocupam os leitos. E Florindo, Luna Lunática, Espeto, Tapioca, alguns dos vários doutores-palhaços da Trupe, desenvolvem seus trabalhos que ajudam no tratamento das crianças, como reconhece a médica Denise Gouveia: “Esse tipo de iniciativa faz com que as crianças esqueçam um pouquinho das suas patologias. Quando tem alguma coisa que as façam brincar, sorrir e interagir, elas melhoram muito mesmo. Isso já está comprovado que melhoram bastante porque vai liberando as endorfinas, o bem-estar.”

Entre os ideais da Trupe da Pro-Cura, identifica-se que vivemos em uma sociedade carente de valores, portanto o grupo acredita e busca um “retorno à própria humanidade que ainda existe em cada um de nós”, como ressalta Vitor: “Para mim, a Trupe é uma prova da necessidade de compreensão dos aspectos lúdicos do homem e da necessidade de expansão da maneira como se pensa não só a medicina, não só as questões da saúde, mas a própria universidade. Porque, teoricamente, a gente está fazendo algo inusitado, mas quando a gente vai para a prática, percebemos que era algo muito necessário, algo que estava muito carente. Então, para mim, a Trupe é isso: uma vitrine máxima de que é necessário repensar a maneira como a gente faz ciência, como a gente faz política, como a gente faz arte.”

Fim de tarde. Os palhaços saem de cena. Nos rostos, os narizes vermelhos já não estão. Somente a maquiagem um pouco borrada e a expressão de cansaço. Risadinha agora é Bianca. Jujuba é Luciana e assim por diante. Hora de arrumar as coisas e sair do hospital. Talvez ali, a célebre frase de Augusto Boal ganhasse vida, na certeza de que “atores somos todos nós e cidadão não é aquele que vive em sociedade, é aquele que a transforma!”

terça-feira, 25 de outubro de 2011

“Obrigada, Nazaré Tedesco!”

2004-2005: no horário nobre, em Senhora do Destino, as pessoas se divertiam com o sarcasmo de uma personagem memorável da teledramaturgia brasileira, Maria de Nazaré Tedesco, a Nazaré. Tão memorável, que ontem, seis anos depois, a vilã de Fina Estampa, interpretada por Cristiane Torloni, mencionou a autodenominada “Raposa Felpuda”, após empurrar o agiota escada à baixo, na sua mansão: “Obrigada, Nazaré Tedesco!”, afirmou Tereza Cristina. As duas novelas são de autoria de Aguinaldo Silva, mas há quem diga que Fina Estampa está longe de ser uma Senhora do Destino...

Se formos observar, a intertextualidade é uma característica (também) da atual novela das 21h. Eva Wilma parece uma Maria Altiva decadente, que fugiu, não de Nova York, mas de Greenville, all right? Bom, ela disse mesmo que um dia ía voltar... Griselda é o esteio da família Pereira. Depois de ter sido abandonada pelo marido, lutou para criar os três filhos sozinha. Só não é nordestina, não mora na Baixada Fluminense e nem é cobiçada pelo bicheiro Giovanni Improtta (“O tempo ruge e a Sapucaí é grande!”). Um detalhe: os 50 milhões do Pereirão dificilmente vão cativar o público da mesma maneira que a saga de Maria do Carmo Ferreira da Silva à procura de Lindalva (“sou de Nanãããã...”).

E se colocarmos as duas vilãs em confronto? Certamente Tereza Cristina rolaria na escada da Naza ou então iria padecer na tesoura da loura. Bem, isso tudo me levou a postar este texto no blog para também prestar a minha homenagem à Naza. Assim como Tereza Cristina, venho agradecer, não por aprender a derrubar pessoas da escada (isso ainda não fiz), mas pelas boas gargalhadas que conseguiste arrancar de tanta gente. “Naza” foi uma palavra que foi ressignificada na época de Senhora do Destino. “Gripe? Nada. Foi a Naza que me pegou!” Renata Sorrah conseguiu deixar Heleninha Roitman nos idos de Vale Tudo e entrou para a história com a Nazaré. Tomara que um dia a gente encontre outros tão bons personagens nas telenovelas brasileiras. Personagens que mereçam posteriores “citações teledramatúrgicas” como Nazaré Tedesco.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Notas Mundanas? O que é isso já?

E aí, galera? Tudo bem? Sejam muito bem-vindos ao blog “Notas Mundanas”. O nome é inspirado nas colunas de antigos jornais publicados em Belém. O conteúdo dessa “editoria” era variado e estava vinculado a temáticas como eventos sociais, batizados, casamentos, funerais etc. Mas este blog não vai falar de batizados, muito menos de funerais (pelo amor de Deus), a princípio.

Quaisquer informações poderão aqui ser publicadas, no entanto, vale ressaltar que este é um blog pessoal de um estudante de Comunicação Social que aprendeu, entre algumas disciplinas, a Teoria do Gatekeeping. Sim, vocês devem estar pensando que eu estou viajando, mas essa teoria serve para dizer que os filtros existem e que neste blog só serão publicadas informações que passem por esses “portões” pessoais. Além disso, é um meio de divulgar o que está sendo feito na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Pará (UFPA), principalmente no Laboratório de Jornalismo Digital e Novas Mídias que, entre as atividades já realizadas, possibilitou a criação deste blog.

Durante a fase incial da disciplina, caminhamos por alguns assuntos que alicerçam a discussão em torno das “Novas Mídias”. Estrutura linear, arbórea fechada, arbórea aberta... É, meus caros, um site/portal não é uma simples página na Internet em que descobrimos o que a ex-BBB anda fazendo de sua “carreira artística”. Existem muitas considerações em torno disso e muita gente importante trabalhando o assunto nas universidades. E o jornalismo na Web? Como é feito?

O texto na Internet também se diferencia. Impresso, rádio e TV tem suas particularidades. A Internet também. Agora, contamos com os famosos hiperlinks e também estamos trabalhando em um espaço de convergência midática. Querem falar de Carnaval? Vamos fazer um texto sobre a folia de Momo, mas podemos colocar um vídeozinho para ilustrar, não? Ah, mas tem um link que vai direcionar o internauta para a letra de um famoso samba-enredo. Sem falar na entrevista em áudio de um carnavalesco paraense falando dos antigos carnavais de Belém... É isso. Muitos são os caminhos. As informações são variadas e podem ser apresentadas em diferentes suportes.

Uma etapa desenvolvida atualmente é um projeto de blog/site para a Escola de Teatro e Dança da UFPA (ETDUFPA). Bianca Leão, Mayara Maciel, Phillippe Sendas e Uriel Pinho, estudantes de Comunicação Social da UFPA, decidiram desenvolver um projeto de blog/site com a finalidade de ser um canal virtual para a ETDUFPA, visando integrar os cursos, além de possibilitar o conhecimento das produções da instituição, tanto para o público interno, quanto para o externo. O canal funcionará também como um arquivo sobre as produções artístico-acadêmicas, de maneira geral, registrando o depoimento de profissionais e alunos que contribuem para a valorização do trabalho artístico realizado no Pará. Mas isso é uma prosa que ainda vai ser melhor contada em outros posts. Até lá!